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Ilustradora (e mais uma pá de coisas)
Domingo - caderno de apagamentos
Entre anotações de uma mãe que começa a esquecer a própria vida e os relatos da filha, que tenta sustentá-la enquanto desmorona junto, o livro constrói um retrato delicado e brutal do amor diante da doença, da solidão e da passagem do tempo. São duas vozes separadas em páginas distintas: a da mãe, impressa em papel vegetal, atravessa e se mistura à da filha, como uma presença que já não se sustenta por completo. É um livro que vai te desgastando junto com as personagens. Às vezes desconfortável, às vezes inesperadamente engraçado, muitas vezes triste. E, acima de tudo, honesto com esse tipo de experiência que a gente raramente sabe como contar.


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